

Eu vinha de muitos anos em tecnologia, e a Casa Une me fez perceber a importância de sair do meu próprio universo. Tivemos contato com música, histórias de vida, literatura, comportamento, relações profissionais, temas que à primeira vista pareciam distantes do meu trabalho e que foram fazendo conexões. O que ficou marcado foi entender que criatividade não é dom: ela depende de repertório. Hoje valorizo mais o ouvir, a postura, a capacidade de compreender outros pontos de vista. Conhecimento técnico não basta.

Elexsandro Ferreira
Concluí o curso de inteligência artificial no primeiro semestre de 2026. Mais do que aprendizado técnico, ele me deu segurança para transitar com propriedade em conversas, reuniões e decisões sobre um tema que molda o presente e o futuro. O grande diferencial foi o letramento digital pautado em responsabilidade e ética: aprendi a usar a IA com senso crítico, não apenas com destreza.
Entrei pensando na ferramenta e nas aplicações no trabalho. Saí com outra coisa: a percepção de que conhecimento é capital cultural, algo que passa a fazer parte da trajetória, das escolhas e da forma como a gente enfrenta os desafios. Saio dessa formação com uma visão mais ampla, mais curiosidade e mais segurança para continuar aprendendo. Saio maior do que entrei.
Wania Mota Neusa Mota
Cinco pessoas que passaram pela Casa Une
Minha história com a Casa Une começou pela curiosidade com a fachada, aquele minimalismo sofisticado e enigmático no meio do Tucuruvi. Entrei com minha filha para conhecer a biblioteca e saí inscrita. Fiz duas formações: Os Empregos vão desaparecer? Inovação, Trabalho e Sociedade que durou um semestre e o de Inteligência Artificial. Atualmente participo dos clubes de cinema e música. Aprendi que repertório é a palavra-chave da vida, não só da profissional, porque é a busca por capital cultural que nos eleva. Essa visão me colocou num lugar de onde não é possível voltar. Quem vai para a Casa Une nunca mais sai igual.
Maria Izabel
Analista financeira da WMF Martins Fontes Viajo bastante e procuro entender não os lugares, mas as pessoas e suas formas de ver o mundo. A jornada sobre o futuro dos empregos acrescentou uma dimensão nova a esse repertório. Num mundo em que a IA vai realizar cada vez mais tarefas, a grande vantagem competitiva do ser humano será justamente ser humano: empatia, cuidado com o próximo, sensibilidade para ler momentos e movimentos. A Casa Une somou conhecimento ao que eu já sabia, mas sobretudo ampliou as lentes pelas quais eu observo o mundo.
Flavio Sena
Empresário nas áreas de inovação, tecnologia e aprendizagem
HISTÓRIAS QUE NASCEM QUANDO REPERTÓRIOS SE ENCONTRAM HISTÓRIAS QUE NASCEM QUANDO REPERTÓRIOS SE ENCONTRAM
O olhar que faz circular valor
Em uma época em que a inteligência artificial tornou a execução mais rápida, o repertório ganhou outro peso.
Na Casa Une, entendemos repertório como a capacidade de relacionar campos distintos, ler contextos e identificar potência onde o olhar apressado vê apenas rótulo. Para uma casa que se propõe a reunir conhecimento, inovação e negócios, ampliar repertório é formar pessoas capazes de entender melhor o mundo e enxergar mais oportunidades.
A história de Silvia Umeno dá corpo a essa ideia.
Silvia Umeno é do Tucuruvi, produtora de arte urbana, e trabalha no mesmo bairro onde a Casa Une abriu suas portas. Seu trabalho está ligado ao grafismo e à atuação cultural, campos que ainda enfrentam leituras estreitas. Durante anos, o que ela fazia foi visto por muita gente como excesso visual ou intervenção sem lugar. Não era preciso ir longe para encontrar o talento. Era preciso olhar.
Para a Casa Une, aquilo já era linguagem: pesquisa, identidade, domínio técnico e uma forma brasileira de ocupar a cidade.
Em julho de 2024, a exposição A Viagem, realizada com Lari Umeri e Binho Ribeiro, deslocou essa leitura. A mostra ofereceu a condição essencial para que o trabalho de Silvia fosse visto em toda a sua dimensão.
Uma exposição muda a parede onde a obra está, e muda também a conversa ao redor dela: aproxima públicos, cria referências, convoca imprensa, compradores, parceiros. Depois de A Viagem, Silvia passou a receber outras leituras sobre sua trajetória, ganhou visibilidade, respeito e propostas de trabalho.
O talento já existia. O que mudou foi a qualidade do olhar sobre ele.
Em tempos de inteligência artificial, repertório é petróleo. A história de Silvia é uma história de reconhecimento. Mostra que há valor em circulação antes mesmo de ele receber nome, preço ou prestígio.

vida urbana e periferia. Entre os 150 artistas que possuem obras no MAAU, há desde jovens que buscam conquistar espaço na arte urbana até nomes conhecidos na cena do grafite,

QUEM AJUDOU A AMPLIAR O NOSSO REPERTÓRIO
Professores, especialistas, artistas e convidados que passaram pela Casa Une
e colocaram diferentes campos do conhecimento em circulação
Repertório se constrói quando diferentes
Mais de 100 professores, especialistas, artistas e convidados já passaram pela Casa Une, contribuindo para formar um ambiente vivo de ideias, cultura, inovação e negócios.
São vozes que vêm de diferentes áreas, da arte à tecnologia, da filosofia à economia, da cultura ao empreendedorismo, e que, ao se encontrarem no mesmo lugar, ampliam perspectivas, provocam novas perguntas e ajudam a construir um repertório mais plural para os desafios do nosso tempo.
Cada encontro na Casa Une é uma oportunidade de aprender com quem faz, pesquisa, cria, pensa e transforma. É essa diversidade de olhares que torna a experiência da Casa única e tão relevante para o presente e o futuro do Brasil.




